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Cine Ceará: “Eco de Luz” é o grande vencedor da 35ª edição do festival

Misha Vallejo, diretor de "Eco de Luz". Foto: Caio Cruz

Nesta sexta-feira (26) aconteceu a cerimônia de encerramento da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema no Cineteatro São Luiz. O documentário “Eco de Luz”, do diretor equatoriano Misha Vallejo, foi o grande vencedor da Mostra Ibero-americana de longa-metragem, com quatro prêmios, incluindo Melhor Longa. A noite também contou com a exibição especial de “Morte e Vida Madalena”, de Guto Parente.

O documentário foca na história da família do fotógrafo e cineasta Misha Vallejo, a partir do momento em que ele ganha uma câmera que pertencia ao seu avô, uma figura esquecida de quem ninguém falava. Aos poucos, ele tenta desvendar esse mistério familiar, enquanto reflete sobre as consequências em sua própria vida.

“Eco de Luz” também conquistou o prêmio Mucuripe nas categorias de Melhor Roteiro, Montagem e o Prêmio da Crítica Abraccine/Aceccine. Além dos prêmios, o diretor Misha Vallejo também recebeu R$ 40 mil para custear a distribuição do longa no Brasil.

Vencedores do 35º Cine Ceará. Foto: Caio Cruz

Entre os curtas, o grande vencedor da Mostra Competitiva Brasileira foi “Minha Mãe é Uma Vaca”, de Moara Passoni. Já o Prêmio da Crítica ficou com “Boi de Salto”, de Tássia Araújo.

Na Mostra Olhar do Ceará, focada em produções no Estado, o vencedor na categoria de longa-metragem foi “Centro Ilusão”, de Pedro Diógenes, e na de curta-metragem foi “Vermelho de Bolinhas”, de Joedson Kelvin.

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Exibição especial de “Morte e Vida Madalena”

A noite foi encerrada com a primeira exibição em Fortaleza do novo longa de Guto Parente, “Morte e Vida Madalena”. O filme vem circulando em alguns festivais e foi vencedor do Cine+, prêmio de distribuição, na 6ª edição do FIDMarseille, além de ter conquistado na última semana o Prêmio Especial de Melhor Longa-metragem, dado pelo Júri da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema, durante o 58° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

A comédia narra a história de Madalena (Noá Bonoba), uma produtora de cinema que enfrenta, simultaneamente, a recente morte do pai, uma gravidez de oito meses e a produção de um filme de ficção científica B, em que tudo parece dar errado.

Guto Parente e equipe de "Morte e Vida Madalena. Foto: Caio Cruz

O filme de Guto Parente também conta com um elenco majoritariamente cearense, formado por Linga Acácio, Nataly Rocha, David Santos, Honório Félix, Jennifer Joingley, Rodrigo Fernandes, Souma, Armando Praça, Lui Fontenele, entre outros.

Em breve teremos críticas dos filmes “O Agente Secreto” e “Morte e Vida Madalena”, que tiveram exibição especial no Cine Ceará, no nosso podcast, além de uma análise geral do festival e dos vencedores do Troféu Mucuripe.

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Confira todos os vencedores 

Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem

Melhor Longa-metragem: “Eco de Luz”, de Misha Vallejo
Melhor Roteiro: Misha Vallejo e Mayfe Ortega, “Eco de Luz”
Melhor Direção: David Beltrán i Mari, “Ao Oeste, em Zapata”
Melhor Atuação Principal: Sergio Prina, “Um Cabo Solto”
Melhor Atuação Coadjuvante: Pilar Gamboa, “Um Cabo Solto”
Melhor Fotografia: David Beltrán i Mari, “Ao Oeste, em Zapata”
Melhor Montagem: Andrés Cornejo, “Eco de Luz”
Melhor Trilha Sonora Original: Alain Emile, “Esta Isla”
Melhor Som: Jesús Bermúdez e David Beltrán, “Ao Oeste, em Zapata”
Melhor Direção de Arte: Gerardo Veja, “Esta Isla”

Mostra Competitiva Brasileira De Curta-Metragem

Melhor Curta-metragem: “Minha Mãe é Uma Vaca”, de Moara Passoni
Melhor Direção: Caio Barretto Briso e Susanna Lira por “Réquiem para Moïse”
Melhor Roteiro: Tássia Araújo por “Boi de Salto”

Mostra Olhar do Ceará

Melhor Longa-metragem: “Centro Ilusão”, de Pedro Diógenes
Melhor Curta-metragem e Prêmio Unifor de Cinema: “Vermelho de Bolinhas”, de Joedson Kelvin e Renata Fortes

Prêmio Da Crítica – Abraccine/Aceccine

Melhor Longa-metragem: “Eco de Luz”, de Misha Vallejo
Melhor Curta-metragem: “Boi de Salto”, de Tássia Araújo

Prêmio Canal Brasil de Curtas

“Peixe Morto”, de João Fontenele

Troféu Samburá – O Povo e Vida & Arte

Melhor curta-metragem: “Thayara”, de Mila Leão
Melhor direção: “Brincadeira de Criança”, de João Toldi